SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)
O acúmulo de cerca de 400 gatos dentro de um apartamento na cidade de Concórdia (SC) virou caso de saúde pública e acabou com o acionamento da polícia e do Ministério Público de Santa Catarina.
O QUE ACONTECEU
Uma inspeção sanitária da prefeitura apontou que o apartamento estava superlotado e sem condições adequadas para os animais. O documento, feito pela Prefeitura de Concórdia, descreve uma “situação de acúmulo excessivo de animais domésticos (felinos), em ambiente insalubre, sem a monitoração do tutor”.
A prefeitura procurou o Ministério Público no começo do ano, informando que a tutora dos animais dificultava o acesso das equipes ao imóvel. O órgão afirmou que a mulher impedia ações urgentes de avaliação e manejo dos animais.
Em 23 de abril, o MP, a prefeitura e a tutora fizeram um acordo para a retirada gradual dos animais do apartamento. O acordo também previa a castração dos animais, microchipagem e o encaminhamento daqueles que estivessem saudáveis para adoção responsável.
O prazo do acordo acabou no fim da semana passada e, sem um resultado, o MP acionou a polícia. De acordo com o órgão, um inquérito foi aberto nesta quarta-feira (27) e uma solicitação também foi feita à Justiça para autorizar a entrada forçada no apartamento, caso necessário.
Plano emergencial prevê que agentes do MP entrem no local com uma equipe do Instituto Federal Catarinense e de clínicas parceiras. Eles devem fazer triagem, tratamento, castração e encaminhamento para adoção responsável dos animais.
O compromisso firmado no mês passado também proíbe que novos animais voltem a ser acumulados no local. A medida busca evitar que a situação se repita após a remoção e o encaminhamento dos gatos.
Nome e endereço da mulher não foram divulgados pelo Ministério Público e o UOL não conseguiu contato com ela até o momento. A Prefeitura de Concórdia foi procurada e o espaço será atualizado se houver retorno.