Gislaine de Matos Rodrigues, costureira de 32 anos, acusa médicos de negligencia na hora do seu parto o que terá levado a morte do seu bebê. Ela foi internada no hospital municipal de Ivinhema, Campo Grande-MS no domingo (21) e entrou em trabalho de parto na madrugada da terça-feira (23).
O médico que acompanhou o seu pré-natal, a pedido dela, mesmo não sendo o seu plantão, deu inicio aos procedimentos para a realização do parto. Dentro do centro cirúrgico, outro médico plantonista invadiu o local alegando não aceitaria que outra pessoa realizasse o procedimento. Os médicos começaram a discutir e chegaram a trocar agressões físicas, os dois tiveram que ser retirados da sala pelos seguranças do hospital. Um terceiro médico foi chamado para dar continuidade ao procedimento mas a criança já havia morrido asfixiada.
Em nota, a Prefeitura de Ivinhema comunicou que os dois médicos foram dispensados. E que irá prestar todo o apoio à família. Uma auditoria médica do Sistema Único de Saúde foi instaurada para averiguar o caso. O Conselho Regional de Medicina do Estado foi informado sobre o fato.
Gislaine e o marido, o bombeiro Gilberto de Melo Cabreira, 32 anos, esperam por Justiça. “O que aconteceu ceifou a vida de nossa filha. Isso não pode ficar sem punição. Isso não pode acontecer novamente”, disse Cabreira.