A principal informação que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) tem até o momento sobre o terremoto que abalou o Haiti é de que a situação na ilha caribenha “é de muito caos”. Segundo a coordenadora do comitê, Silvia Backes, muitas pessoas estão na rua aguardando por socorro.
“O que mais nos preocupa é que muitos supermercados desabaram, e o acesso aos alimentos está comprometido”, afirmou.
A coordenadora disse que recebe as informações da base do comitê, localizada em Genebra, na Suíça, já que a rede de telefonia do país foi restabelecida há algumas horas.
“Não se consegue transitar na rua, o acesso está muito difícil”, disse.
De acordo com ela, o comitê tem como ajudar prontamente 10 mil famílias – as doações estão sendo remanejadas do Panamá para o Haiti.
“Em situações como essas podemos também empregar pessoas de todo o mundo que se deslocam para ajudar lá”, completou.
Segundo a enfermeira Andrea Oiring, mulher de um sargento do Exército Brasileiro que está no Haiti há sete meses, a base brasileira também foi destruída no terremoto.
“Ele voltaria neste sábado mas, depois dessa tragédia, não tem mais previsão para voltar, ficará lá ajudando as pessoas”, disse.
Um grupo de seis estudantes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) junto com um docente da instituição, também está no Haiti, onde desenvolvem um trabalho de campo.
Um dos alunos, conhecido apenas como Daniel, escreveu em um blog na internet que o grupo passa bem, “sem nenhum arranhão”. “Estamos nos preparando para ajudar na remoção dos escombros ou qualquer outra forma possível”, relatou.