O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) qualificou hoje como política e totalmente arbitrária a prisão de seu principal dirigente em Pernambuco, treat drugs Jaime Amorim, capsule symptoms acusado de ter liderado uma manifestação em frente ao consulado dos Estados Unidos em 2005. Amorim, sale membro da direção nacional do MST e um dos líderes camponeses mais conhecidos do país, foi detido na tarde de ontem quando assistia ao enterro de outros dois dirigentes do movimento em Pernambuco assassinados no último domingo.
Segundo o juiz que deu a ordem de prisão, Amorim deixou de assistir a uma das audiências do julgamento por dano ao patrimônio, incitação ao crime e desacato, e "pode colocar em risco a paz e a segurança dos cidadãos de bem".
O líder do MST era julgado em liberdade por sua participação em um protesto que o movimento realizou em 5 de novembro de 2005 em frente ao consulado dos EUA em Recife. Os manifestantes, que protestavam contra a visita do presidente americano, George W. Bush, ao Brasil, jogaram pedras e tinta nos muros do consulado e enfrentaram os policiais que faziam a segurança da delegação diplomática.
Em uma nota divulgada hoje, a direção do MST em Pernambuco qualificou a prisão de Amorim como uma manobra para ocultar a gravidade do assassinato de dois dirigentes do movimento. "A detenção tem o objetivo de confundir a opinião pública e tirar de foco o motivo dos assassinatos", indicou a nota, na qual a organização criticou a insistência das autoridades em dar respostas repressivas e não políticas às reivindicações do MST.
"Em um momento de dor e tristeza, no qual enterramos dois de nossos dirigentes regionais, a Polícia detém arbitrariamente um dos coordenadores nacionais do MST. Enquanto a Polícia usou todo o seu aparato para prender o Sem Terra, nenhum esforço foi feito para deter os assassinos de nossos companheiros", acrescenta a nota.
Josias Barros e Samuel Matias Barbosa, os dois dirigentes do movimento assassinados em Pernambuco, foram baleados depois de uma discussão dentro de um acampamento onde há seis anos vivem os camponeses que esperam ser beneficiados com a reforma agrária.
Os dois dirigentes faziam parte da coordenação nacional do MST, que representa trabalhadores rurais e pressiona por avanços na reforma agrária através da ocupação de fazendas improdutivas. Segundo a Polícia, os líderes foram assassinados por um grupo de dissidentes que defende a desativação do acampamento e quer aceitar uma oferta de indenização oferecida por uma empresa que pretende construir um gasoduto na região.
O movimento assegura que os assassinos não são dissidentes da organização, mas pessoas infiltradas no acampamento por um político regional. Segundo estatísticas do Episcopado brasileiro, 38 pessoas morreram no Brasil em 2005 em 1.881 conflitos pela posse de terra.