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Brasil

MPRJ debate democracia e avanço de organizações criminosas

Encontro no Rio reuniu autoridades da Justiça e da segurança pública para tratar do papel da sociedade no combate ao crime e no recebimento de denúncias eleitorais.

Redação Jornal de Brasília

18/08/2026 8h48

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Divulgação/MP-RJ

O subprocurador-geral de Justiça de Atuação Especializada do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Cláudio Varela, defendeu o papel estratégico da população no apoio aos órgãos responsáveis pelo combate às organizações criminosas. Ele afirmou que informações repassadas por cidadãos, por meio do Disque-Denúncia, já embasaram investigações e a CPI das Milícias em 2009, quando comandava o Gaeco.

Varela participou de um encontro entre o MPRJ e autoridades do sistema de Justiça e da área de segurança pública. A reunião tratou dos desafios que o crescimento das organizações criminosas impõe à democracia e da importância da colaboração da sociedade no enfrentamento à criminalidade. Também entrou na pauta o papel das ouvidorias de órgãos públicos no recebimento de denúncias de crimes relacionados ao processo eleitoral.

O ouvidor do MPRJ, David Faria, destacou a relevância do compartilhamento de informações para o fortalecimento do sistema democrático. Segundo ele, as ouvidorias funcionam como porta de entrada das instituições e precisam receber as demandas da sociedade para que o trabalho dos órgãos responsáveis atenda aos anseios da população.

Durante o período eleitoral, a Ouvidoria do MPRJ ampliou os canais de atendimento. Desde 8 de agosto, estão em funcionamento plantões para as Eleições 2026, que seguem até 25 de outubro para o recebimento e acompanhamento de manifestações relacionadas ao processo eleitoral. O órgão também disponibilizou, no portal do MPRJ, uma página temática com orientações sobre irregularidades que podem ser denunciadas pelos cidadãos, como compra de votos, boca de urna, coação e transporte irregular de eleitores, violência política de gênero, caixa dois, propaganda eleitoral irregular, divulgação de fatos inverídicos e crimes contra a honra no contexto eleitoral.

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