O Ministério Público aceitou nesta terça-feira a denúncia da Polícia Civil, feita no último dia 30, para prisão da procuradora de Justiça aposentada Vera Lúcia de Sant’Anna Gomes, acusada de agredir uma criança de dois anos, em processo de adoção. Agora, a prisão preventiva da procuradora depende da decisão do Tribunal de Justiça do Estado.
A procuradora de Justiça aposentada Vera Lúcia de Sant’Anna Gomes, foi indiciada nesta quinta-feira (29) pelos crimes de tortura qualificada e racismo. As penas para os crimes podem variar de dois a oito anos e de um a três anos de prisão, respectivamente.
O laudo do IML comprovou as agressões à criança de dois anos, que estava em processo de adoção.
A procuradora depôs nesta tarde durante aproximadamente três horas e negou todas as acusações. De acordo com a delegada Monique Vidal, titular da 13ª DP (Copacabana), que investiga o caso, a acusação de racismo é em decorrência pela forma como a procuradora se referia aos seus empregados.
Histórico
Em 2008 foi aberto inquérito para apurar falsas denúncias feitas pela procuradora uma mulher que desistiu de dar a filha aos cuidados da procuradora. Vera não aceitou a desistência e procurou a polícia para denunciar a mãe da criança de práticas ilegais como tráfico de órgãos.
Na época em que foi constada a calúnia, a delegada que apurava o caso foi transferida e o inquérito arquivado. A procuradora não chegou a ser foi investigada.