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Brasil

Mortes violentas caem no Brasil, mas feminicídios sobem

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 aponta recuo das mortes violentas intencionais ao menor patamar desde 2012, enquanto os feminicídios e as mortes por intervenção policial avançaram.

Redação Jornal de Brasília

23/07/2026 8h27

Foto: Banco de Imagens

A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23), mostra que o número de mortes violentas intencionais no Brasil caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024 para 19,1 casos por 100 mil habitantes em 2025, uma redução de 8,2%. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no último ano, ante 44.127 em 2024.

Segundo o relatório, esse é o menor patamar registrado desde 2012, quando a taxa começou a ser medida. Foi também a primeira vez que a categoria ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes no país. A MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, morte decorrente de intervenções policiais e morte de policiais em serviço e fora do horário de trabalho.

Na comparação com o ano anterior, houve queda nos casos de homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Por outro lado, as mortes por intervenção policial aumentaram 5,4%, e os feminicídios avançaram 4%.

Apesar da retração nacional, sete unidades da federação registraram alta nas mortes violentas intencionais: Rio Grande do Norte, Rondônia, Acre, Roraima, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Nos demais estados, o levantamento aponta redução.

No recorte de violência de gênero, o anuário informa que 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero, o maior percentual desde a inclusão do feminicídio no Código Penal, em 2015. No último ano, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio, o equivalente a 4,3 mortes por dia, com taxa nacional de 1,4 vítima por 100 mil mulheres.

As tentativas de feminicídio também seguiram em alta. Foram 4.189 mulheres sobreviventes, aumento de 5,9% em relação a 2024. Somados os casos consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte registraram as maiores taxas, enquanto Sudeste, Nordeste e Sul tiveram os menores níveis de violência letal de gênero.

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