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Brasil

Ministro Waldez Góes elogia ações de Lula contra desastres climáticos

Em entrevista, o titular da Integração e Desenvolvimento Regional destaca políticas de prevenção e resposta a eventos extremos que afetam mais de 1.200 municípios brasileiros.

Redação Jornal de Brasília

04/03/2026 13h35

waldez góes

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

As recentes tragédias ambientais em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul integram um contexto amplo de eventos extremos decorrentes das mudanças climáticas, que impactam centenas de municípios no Brasil. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (4/3), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, informou que mais de 1.225 municípios estão em situação de emergência devido a estiagens, enchentes e deslizamentos.

No Nordeste, por exemplo, os decretos de emergência passaram de apenas estiagens para incluir enchentes. Referindo-se a Minas Gerais, o ministro explicou que as chuvas em fevereiro na Zona da Mata foram as mais intensas da história, com quase 900 milímetros, superando previsões de 200 milímetros em cinco dias. Na semana dos incidentes, caíram quase 200 milímetros em cinco horas, especialmente em Juiz de Fora e Ubá, o que contribuiu para deslizamentos. Um caso similar ocorreu no litoral paulista, com 680 milímetros em São Sebastião contra uma previsão de 300 milímetros.

No Rio Grande do Sul, após um primeiro semestre de 2023 marcado por estiagem em 400 municípios, 2024 trouxe o maior desastre da história do país, com enchentes em vez de seca. “Essa é a realidade de extremos que nós vivemos de mudanças climáticas, que desafiam a gente a lidar, às vezes, no mesmo estado, com seca e com enchente”, afirmou Góes.

O ministro destacou o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumido em 1º de janeiro, em retomar políticas de resposta e prevenção a desastres. Entre as medidas, está a recriação do Ministério das Cidades, dotado de orçamento para programas como Minha Casa, Minha Vida, proteção de encostas e macrodrenagem. Recursos para a Defesa Civil foram garantidos via PEC da transição e medidas provisórias.

Outro avanço é o uso do cartão corporativo do governo, com 80% dos gastos destinados à Defesa Civil. Foram mais de 2,3 bilhões de reais em ajuda humanitária e restabelecimento, transferidos a estados e municípios afetados. Góes rebateu fake news sobre esses gastos, esclarecendo que se destinam a assistência em abrigos, salvamento de vidas e recuperação de serviços públicos.

Criado a pedido de Lula, o Defesa Civil Alerta completou um ano de implementação nacional em dezembro de 2025. A ferramenta envia mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco, sem necessidade de cadastro, alcançando aparelhos compatíveis (Android e iOS a partir de 2020) com 4G ou 5G. Os alertas funcionam mesmo em modo silencioso e sem dados ou Wi-Fi.

Góes enfatizou que o sistema já salvou vidas, mas alertou para a necessidade de incorporar a cultura de risco. Muitas famílias resistem a evacuações, como em um caso em Minas Gerais onde uma residência deslizou após a saída forçada de moradores. “Cultura de risco não é esperar o desastre acontecer para tomar uma atitude. É saber que pode acontecer um desastre e que aquela atitude recomendada pelas autoridades precisa ser respeitada”, concluiu o ministro.

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