O ministro da Justiça Tarso Genro afirmou hoje que está disposto a viajar para Mônaco a fim de acelerar a extradição do banqueiro Salvatore Cacciola, mind procurado pela Justiça brasileira e detido no último sábado no Principado.
Genro declarou a jornalistas que está disposto a viajar para Mônaco quando for necessário, caso a sua presença ajude a acelerar a extradição.
Cacciola, nascido em Milão (Itália) e naturalizado brasileiro, é acusado de fraude financeira e desvio de dinheiro público. A Justiça brasileira considera o banqueiro foragido há sete anos, quando fugiu para o seu país de origem.
Cacciola era proprietário dos bancos Marka e FonteCidam, que receberam R$ 1,6 bilhão do Banco Cental (BC) em 1999. O dinheiro foi concedido pelo Governo para tentar conter uma crise generalizada pela desvalorização do real.
Salvatore Cacciola foi condenado à revelia a 13 anos de prisão, e também a pagar uma multa equivalente a aproximadamente US$ 100 mil por desviar o dinheiro concedido pelo BC.
Genro declarou que não há nenhum tratado de extradição entre Brasil e Mônaco, e que o banqueiro foi detido preventivamente pelas autoridades locais em virtude de uma ordem de captura internacional expedida pela Interpol.
Segundo o ministro, o Governo deseja a extradição e enviará todos os documentos necessários para alcançá-la, embora a decisão final caiba ao Judiciário de Mônaco.
Além disso, como não há um tratado de extradição bilateral, o Brasil pode apelar às leis internacionais de reciprocidade. Com isso o banqueiro seria enviado para o país, que se comprometeria a extraditar qualquer pessoa solicitada pela Justiça de Mônaco.