A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, reiterou nesta quarta-feira (25) a necessidade de esclarecimento das circunstâncias da morte do secretário de Recursos Humanos da pasta, Duvanier Paiva Ferreira, na última quinta-feira (19), em Brasília. Segundo a família, Duvanier passou mal e teve o atendimento negado em dois hospitais particulares, porque não tinham convênio com o plano de saúde dele, e morreu quando era socorrido em um terceiro hospital.
“Se for comprovada a omissão, os responsáveis devem ser punidos. Não só porque ele era um secretário, mas porque essa situação pode acontecer com qualquer cidadão”, disse a ministra, pouco antes do início da missa de sétimo dia da morte de Duvanier, na Catedral Metropolitana de Brasília.
Após a missa, alguns manifestantes exibiram faixas de protesto pela morte do secretário e pediram a apuração do caso. A servidora do Ministério do Planejamento Rosilã Jacques, que trabalhava com Duvanier, disse que ele era uma pessoa humilde e que o ato de protesto era uma forma de alertar as pessoas para este tipo de situação.
“Os primeiros-socorros têm de ser dados, independentemente de a pessoa procurar um hospital da rede privada ou pública. Queremos alertar sobre essa discriminação por a pessoa não ter, naquela hora, um talão de cheques”, afirmou Rosilã.
Nesta noite, em São Paulo, haverá missa, mandada celebrar pela morte família do secretário.
De acordo com denúncia publicada pelo Correio Braziliense, o secretário procurou os hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia, mas não foi atendido porque seu plano de saúde não era aceito pelas instituições. Segundo o jornal, para atendê-lo, os hospitais exigiram um cheque-caução ou pagamento em dinheiro, mas, como ele estava sem o talonário e sem dinheiro, o atendimento foi recusado. Socorrido no Hospital Planalto, o secretário não resistiu ao infarto.