A ministra de Interior da França, Michèle Alliot-Marie, considerou pertinente a suspensão do rali Dacar, já que, segundo disse, é difícil assegurar a segurança da prova, sobretudo diante das ameaças recebidas.
Em entrevista publicada hoje pelo jornal francês Le Journal du Dimanche, Alliot-Marie não explicita as ameaças feitas pelos radicais islâmicos, mas indica qual seria o maior risco para os participantes.
“Sempre há pilotos isolados, ou porque se acidentaram ou porque se perderam”, disse a ministra ao identificar os corredores que, se o rali acontecesse, eventualmente poderiam ter sido vítimas de ações violentas.
Os organizadores da competição decidiram suspendê-la na sexta-feira, às vésperas de seu início, após recomendações expressas do Governo para que os franceses não fossem para a Mauritânia, onde seriam realizadas oito etapas da prova.
Em 24 de dezembro, quatro franceses foram assassinados nesse país. A ministra de Interior confirmou que os autores do crime são integrantes “de um grupo islâmico que provavelmente está ligado à Al Qaeda”.
Por isso, Alliot-Marie acredita que a suspensão da corrida foi “prudente” e “sábia”, já que a Al Qaeda “pretende cometer ações fortes e simbólicas”.