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Brasil

Ministério Público Federal apresenta denuncia contra o deputado Álvaro Lins e o ex-governador do Rio

Arquivo Geral

29/05/2008 0h00

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou hoje, website ao Tribunal Regional Federal da 2ª região do estado do Rio de Janeiro, o deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins (PMDB/RJ), o ex-governador Anthony Garotinho e mais 14 pessoas, acusadas de integrar uma suposta organização criminosa no Estado, informou a assessoria de imprensa do órgão.

O ex-chefe da Polícia Civil do estado, deputado Álvaro Lins (PMDB/RJ), foi preso em flagrante hoje de manhã, pela Polícia Federal (PF), acusado de cometer crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação de contrabando. Por possuir imunidade parlamentar, o deputado não poderia ter a prisão preventiva decretada. Porém, agentes da PF encontraram um flagrante referente a crimes de lavagem de dinheiro, segundo informações do Ministério Público. Todos os suspeitos são acusados pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha, entre outros.

Também foram presos, em flagrante, a mulher e o sogro de Álvaro Lins, que de acordo com a PF, participariam da quadrilha atuando como laranjas, e dois inspetores da Polícia Civil. Outro acusado de fazer parte do esquema, o ex-governador Anthony Garotinho, será denunciado pelo crime de formação de quadrilha.

Garotinho foi denunciado por manter na direção da Polícia Civil do estado um grupo comandado por Álvaro Lins. A denúncia foi apresentada após seis anos de investigação da PF no Governo do Estado do Rio de Janeiro, especificamente, na Secretaria de Segurança Pública, informou o procurador regional da República, Maurício da Rocha Ribeiro. De acordo com Maurício, em várias delegacias, os acusados permitiam a prática de atividades ilegais em troca de grandes quantias de dinheiro. O MPF, além da denúncia e pedidos de busca e apreensões, conseguiu confiscar bens de Álvaro Lins, frutos da lavagem de dinheiro.

Os crimes de facilitação de contrabando eram permitidos após a nomeação de delegados que participavam do esquema mediante o pagamento de propina. As atividades ilegais exploradas consistiam na utilização de máquinas de caça-níqueis e sonegação de impostos, além do repasse de dinheiro ilegal para campanhas políticas.

O ex-governador Garotinho afirmou em seu blog que só vai se pronunciar após ser comunicado oficialmente sobre as denúncias. A Polícia Civil do Estado informou que só comentará o assunto após a conclusão das investigações.

Após a apresentação da denúncia, os acusados terão um prazo de 15 dias para desenvolverem sua defesa preliminar.


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