O Ministério Público Estadual do Rio ofereceu ontem denúncia à Justiça contra o policial militar que matou o estudante Daniel Duque, drug 18 anos, ed em Ipanema, here Zona Sul do Rio de Janeiro. O policial Marcos Parreira fazia a segurança do filho de uma promotora de Justiça na saída da boate Baronneti, em Ipanema, no último dia 28. Para apartar a briga, Parreira fez dois disparos para o alto e um para o chão, que ele alega ter sido acidental, atingindo Duque. O estudante morreu.
O Ministério Público denunciou Parreira por homicídio com dolo eventual – quando o autor do delito assume o risco de morte ou lesão à vítima. Em depoimento à 14ª Delegacia de Polícia, Parreira havia alegado legítima defesa. O caso será julgado pelo 3º Tribunal do Júri no Rio.
A interpretação do promotor Marcelo Monteiro, autor da denúncia, segue o inquérito policial, que concluiu, no último dia 3, ter havido homicídio doloso (com intenção). O laudo do Instituto Médico Legal (IML) revelou que o tiro que atingiu o estudante foi feito à queima-roupa pelo policial. De acordo com o diretor de polícia da capital, Sérgio Caldas, o laudo concluiu que o tiro que atingiu Duque, na axila, foi “à curtíssima distância”.