O coordenador do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, Oscar Berro, afirmou que “não existe a possibilidade de fraude na rede hospitalar federal”.
Oscar Berro participou de audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle sobre denúncia de que a empresa Extencion Comercial Ltda. não entregava materiais cirúrgicos supostamente vendidos para hospitais do Rio de Janeiro, conforme reportagem publicada pelo jornal O Globo no mês passado. Segundo a denúncia, as fraudes consistiam principalmente na simulação de venda de espirais de platina, ou micro-molas, usadas em casos de aneurisma cerebral.
De acordo com o representante do Ministério da Saúde, o sistema de utilização desses materiais impede as fraudes. Ele explicou que cada conjunto de micro-molas utilizado é identificado por duas etiquetas: uma é afixada ao prontuário e a outra é guardada. Segundo Berro, o uso do insumo é atestado por vários profissionais após a cirurgia.
O coordenador afirmou que o sistema de compras do ministério dificulta desvios. Segundo ele, as aquisições são feitas por meio de pregão eletrônico e “por vezes o rigor é tão grande que muitas vezes não aparecem interessados na venda”.
Berro afirmou ainda que o Ministério da Saúde considera a possibilidade de criar um sistema de notificação compulsória para uso de produtos hospitalares a fim de evitar qualquer suspeita de desvio.