O Ministério da Saúde aguarda informações da comitiva brasileira que embarcou hoje (13) para Porto Príncipe para definir como será a ajuda ao Haiti, atingido ontem (12) por um forte terremoto.
Um dos integrantes da comitiva é o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, Guilherme Franco Neto. Esse grupo vai avaliar a situação do Haiti, país mais pobre das Américas, e definir a cooperação brasileira, como o envio de remédios e vacinas.
O grupo, liderado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, é integrado ainda pelos comandantes da Marinha e do Exército, do secretário executivo da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Rogério Sottili, do senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns – morta no terremoto – e de representantes do Ministério das Relações Exteriores e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O governo brasileiro vai liberar cerca de US$ 15 milhões para os haitianos. Dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) saem no início da noite de hoje (13) do Rio de Janeiro para o país caribenho carregados com 11 toneladas de água e 10 toneladas de alimentos para as vítimas do terremoto.
O tremor atingiu 7 graus na escala Ritcher, o maior registrado nos últimos 200 anos no país. De acordo com o Itamaraty, 1.310 brasileiros estão no Haiti – sendo 1.250 militares a serviço da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).