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Brasil

Milhares de palestinos lembram Arafat depois de 5 anos de sua morte

Arquivo Geral

11/11/2009 0h00

Milhares de palestinos lembraram hoje na cidade de Ramala, na Cisjordânia, seu histórico “rais” (presidente) Yasser Arafat, cinco anos depois de sua morte, enquanto em Gaza o Governo do Hamas proibiu celebrações em memória do líder.

Em Ramala, o complexo presidencial palestino, a Muqata, ficou cheio de simpatizantes do pai do nacionalismo palestino, que levaram bandeiras palestinas e do Fatah, movimento fundado por Arafat.

A concentração, que começou por volta das 11h locais (6h, no horário de Brasília), se transformou em um pedido em massa ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e atual líder do Fatah, Mahmoud Abbas, que reconsidere sua decisão de não candidatar-se às eleições presidenciais que convocou para janeiro.

Os três primeiros oradores, o ex-ministro de Assuntos Exteriores e sobrinho de Arafat, Nasser Al Qudwa; o líder da Frente Democrática pela Libertação da Palestina (FDLP) Qais Abu Leila; e o deputado israelense de origem palestina Mohamad Barakeh concordaram ao pedir a Abbas que mude sua decisão.

A cor amarela, do Fatah, dominou o ato, ao qual várias mulheres foram vestidas com o traje tradicional palestino em homenagem ao líder, que morreu em um hospital em Paris, em decorrência da falência múltipla dos órgãos.

Abbas deve dirigir-se aos presentes em um discurso que gera expectativa, pois será feito em meio a especulações tanto sobre sua candidatura às eleições quanto às informações divulgadas de que ele estaria disposto a renunciar em breve a seu cargo.

Já em Gaza, um deputado do Fatah desafiou a proibição das autoridades do Hamas de comemorar o falecimento do fundador da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), com uma cerimônia a portas fechadas em seu escritório em Rafah, no sul da faixa.

Ao ato foi assistido por cerca de 100 simpatizantes do movimento nacionalista, que levaram imagens de diferentes fases da vida pessoal e política de Arafat e as cercaram de velas.

“Hoje lembramos a morte de nosso líder inspirador”, disse o deputado, após ler versículos do Corão, em um ato em que nenhum dos participantes se atreveu a levar cartazes para as ruas.

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