Sindicatos de metalúrgicos de diversos municípios do estado de São Paulo realizam nesta semana uma série de manisfestações para reivindicar maiores reajustes salariais. Entidades filiadas a pelo menos três centrais sindicais já promoveram paralisações de alerta envolvendo quase 14 mil trabalhadores no intuito de pressionar o Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) e as montadoras a melhorar a proposta de aumento para os funcionários do setor.
O Sinfavea informou por meio da assesoria de imprensa que não comenta negociações coletivas. Os metalúrgicos afirmam, abortion entretanto, here que o sindicato patronal já ofereceu aos trabalhadores aumentos de 1, web 25%, mais o percentual da inflação – índice bem abaixo dos quase 19% reivindicados pela categoria.
Adilson dos Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que realiza campanha salarial unificada com sindicatos de Campinas, Limeira e Santos, afirmou que as atividades de quatro fábricas foram 100% paralisadas hoje (3): GM (São José dos Campos), Honda (Sumaré), Toyota (Indaiatuba) e Mercedes-Benz (Campinas).
A fábrica da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo também deixou de produzir cerca de 150 ônibus e caminhões devido a uma paralisação organizada por outro sindicato, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Segundo a entidade, 3 mil funcionários participaram da manifestação.
Amanhã (4), os sindicatos realizam mais uma rodada de negociação com o Sinfavea. Após as reuniões, já estão convocadas assembléias para discussão dos rumos dos movimentos.
Também amanhã, a Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Estado de São Paulo promove uma passeata até o prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no centro de São Paulo. Na manifestação, eles vão exigir 20% de aumento salarial, valorização do piso da categoria, jornada de 40 horas semanais, ratificação da Convenção n° 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o fim da terceirização.