Segundo o inspetor Guimarães da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro, um menor, que foi levado da casa do goleiro Bruno nesta terça-feira (6), teria confirmado o sequestro da ex-namorada do atleta, Eliza Samudio, e teria dito ainda que deu uma coronhada na cabeça da jovem.
O adolescente de 17 anos afirmou, no final do depoimento, que Eliza está morta, mas não revelou o assassino.
De acordo com o inspetor, o menor disse que com a agressão Eliza teria ficado desacordada, mas que não sabia se ela tinha morrido. Eliza teria saído de carro junto com o amigo de Bruno, conhecido como Macarrão. O rapaz estaria escondido no carro e teria agredido Eliza depois de uma discussão entre ela e o Macarrão, de acordo com o relato do menor. Até o momento, segundo Guimarães, o jovem não incriminou Bruno.
Um dos advogados que defende o goleiro, Monclar Gama, esteve mais cedo na Divisão de Homicídios para ver como estava o menor, mas não teve acesso ao depoimento. Ele afirmou também que Bruno estava na casa no momento em que a polícia chegou para levar o jovem, e recebeu os agentes. Segundo Gama, o menor permanece na delegacia, acompanhado de um tio.
A polícia teria chegado ao adolescente após a informação de que um parente do jovem esteve na 16ª DP (Barra da Tijuca), contou que o menor estava na casa de Bruno e teria informações sobre o caso. A assessoria do Disque-Denúncia confirmou que recebeu uma ligação com informações que ajudaram a localizar o rapaz na casa de Bruno.
Laudo inconclusivo
Foi divulgado no início desta terça-feira (6) o segundo laudo feito na urina de Eliza Samudio. A Polícia Civil do Rio revelou que foram encontradas duas substâncias que podem estar associadas com abortivos, mas elas são encontradas também em várias famílias de vegetais.
Segundos os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), o segundo laudo também é inconclusivo. É preciso ainda comparar as substâncias encontradas na urina de Eliza com materiais de referência.