Uma estudante de 11 anos, grávida de oito meses, disse, em depoimento na Gerência de Proteção à Criança e ao Adolescente (GPCA), em Recife (PE), que o suposto pai da criança é seu irmão por parte de mãe, de 29 anos.
Segundo a delegada que apura o caso, Lídia Barci, a menina afirmou estar apaixonada pelo homem, que conheceu apenas em junho de 2009, quando ele foi morar na casa da mãe, em Feira Nova (a 70 quilômetros de Recife), para trabalhar como ajudante de pedreiro.
Os dois dividiam o mesmo quarto com mais três irmãos. A família só soube que a garota estava grávida há dois meses, quando o Conselho Tutelar da cidade, com base em denúncias de vizinhos, recomendou aos pais a realização de exames médicos, disse a delegada.
O suspeito fugiu da cidade, mas foi levado à polícia pelo próprio pai, ontem, em Recife. A prisão preventiva dele foi decretada em seguida pela Justiça Estadual. Em depoimento, ele confirmou que manteve relações sexuais com a menina e disse que também estava apaixonado por ela.
De acordo com ele, o crime aconteceu “inconscientemente”, sem que nenhuma das partes pensasse muito, e que as investidas tinham partido da irmã. “Eu não a estuprei. Ela é quem vinha me acariciar à noite. A carne foi fraca e acabamos apaixonados”.
O irmão da garota diz se arrepender de ter um relacionamento sexual com a vítima porque “aos olhos de Deus, é errado”. Ele, que foi para Recife quando os dois descobriram a gravidez, estava desempregado e vivendo nas ruas, mas garante que a intenção seria trabalhar para sustentar o filho dos dois. “É meu filho. Faria qualquer coisa por ele. Ficaríamos juntos se fosse possível”.
O suspeito foi indiciado por suposto estupro de vulnerável, crime que prevê pena de 15 a 20 anos de reclusão. De acordo com a polícia, ele será encaminhado a um presídio.