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Brasil

Medicação para efeito colateral de vacina compromete eficácia

Arquivo Geral

15/10/2009 0h00

Um estudo divulgado nesta quinta-feira pela revista britânica “The Lancet” descobriu que o hábito comum dos pais de darem aos filhos paracetamol para evitar reações adversas após a vacinação pode comprometer a eficácia da vacina.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Defesa, em Hradec Kralove, na República Tcheca, constatou que o remédio utilizado para prevenir a febre após a vacinação não só imuniza os pequenos contra a febre, mas impede a formação de anticorpos, objetivo principal da vacinação.

Para chegar à conclusão, a equipe coordenada pelo professor Roman Prymula realizou dois testes clínicos, o primeiro com crianças em idade de receber as primeiras doses contra a hepatite B, difteria, tétano, pólio, rotavírus e o Haemophilus Influenzae B, bacilo causador da meningite, entre outras doenças.

O segundo foi realizado em jovens que receberam uma segunda dose dessas vacinas.

De forma aleatória os pequenos receberam uma dose preventiva de antipiréticos a cada 6 horas durante as 24 horas posteriores à vacinação e o outro grupo não recebeu nenhuma medicação.

Os investigadores observaram que o número de crianças com febre acima de 38 graus era maior no grupo que não recebeu paracetamol nos dois testes.

No entanto, comprovaram também que este efeito em princípio positivo para a saúde dos pequenos provocava uma redução no número de anticorpos que seu corpo era capaz de gerar contra as doenças.

Segundo os autores, trata-se da primeira vez que um estudo documenta o efeito dos tratamentos pos-vacinação na criação de anticorpos.

Assim, explicam que a efetividade do paracetamol na hora de reduzir os efeitos secundários das vacinas se deve precisamente a isso, ao fato de neutralizar a atividade da dose de vírus fornecida.

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