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Brasil

Médica é denunciada à Justiça após morte de paciente em lipoescultura

A morte ocorreu após uma lipoescultura feita pela médica, em 13 de novembro de 2023, no Centro Médico Icaraí, no centro de São Gonçalo, região metropolitana do Rio

Redação Jornal de Brasília

06/11/2026 8h59

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Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça a médica Geysa Leal Correa pela morte da paciente Aline Heloisa Lima Santos de Oliveira, durante um procedimento estético. A morte ocorreu após uma lipoescultura feita pela médica, em 13 de novembro de 2023, no Centro Médico Icaraí, no centro de São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

A denúncia foi recebida pelo juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo, que determinou a suspensão imediata do exercício da medicina pela profissional.

Na denúncia, o MPRJ relata que Geysa Leal Correa perfurou o intestino da vítima em três pontos distintos durante o procedimento. De acordo com as investigações, a paciente apresentou queixas imediatas de dores intensas e falta de ar, mas teve os sintomas minimizados pela médica. Somente no dia seguinte, após o agravamento crítico do quadro, a vítima foi transferida para o Hospital do Coração Samcordis. Aline Heloisa morreu nove dias depois, no dia 22 de novembro, em razão de infecção generalizada.

De acordo com a denúncia, a médica não tem título de especialista em cirurgia plástica e o local onde foi realizado o procedimento não dispunha dos recursos necessários para o pronto atendimento de intercorrências graves. O MPRJ destacou ainda “que a médica denunciada já tinha um histórico marcado por sucessão de tragédias envolvendo suas pacientes – inclusive já tendo sido denunciada por homicídio pelo MPRJ – evidenciando o descaso com a vida humana”.

Segundo a Promotoria, há pelo menos três casos de óbitos após procedimentos de lipoaspiração e lipoescultura, além de ocorrências que resultaram em deformidades permanentes nas pacientes.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) informou que a profissional está regular na instituição. “Até o momento, não foi recebida nenhuma notificação judicial a respeito do caso. O Cremerj reitera que, ao receber, cumprirá qualquer ordem judicial”.

*Com informações da Agência Brasil.

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