Acusado pelo técnico do velocista Justin Gatlin, Trevor Graham, como possível responsável pelo alegado doping do atleta durante uma prova de revezamento disputada em Kansas, no mês de abril, o massagista Christopher Whetstine negou qualquer responsabilidade no caso. Em declaração oficial divulgada por sua advogada, Elizabeth Baker, Whetstine afirmou inocência e garantiu que irá colaborar com a investigação.
"Trevor Graham não fala no interesse de Justin Gatlin e seu pronunciamento a meu respeito não é verdade. Tenho cooperado com a investigação a este respeito", diz o texto da declaração. Segundo Baker, seu cliente negou também fazer uso de qualquer substância proibida nos atendimentos a Gatlin ou "a qualquer outro atleta".
Graham disse que o massagista havia utilizado um creme com testosterona no velocista durante a competição e, por isso, a amostra coletada no antidoping do atleta havia registrado índices elevados da substância.
Trabalhando há sete anos no atendimento do Prefontaine Classic, onde a prova de revezamento foi disputada, Whetstine foi defendido pelo próprio organizador do evento, Tom Jordan. "Ele realmente quer o que é melhor para os atletas", garantiu Jordan. "Ele é, no meu ponto de vista, considerado um dos melhores no mundo".