Redação central, 2 nov (EFE).- Apesar do vice-campeonato mundial da Fórmula 1 e a vitória no Grande Prêmio do Brasil, o brasileiro Felipe Massa realizou sua melhor temporada na categoria e confirmou seu amadurecimento como piloto.
Contudo, antes de ingressar na principal competição do automobilismo mundial, Massa teve dificuldades, principalmente financeiras, para seguir na carreira.
Em 1990, quando tinha nove anos de idade, participou de sua primeira competição de Kart. Depois, em 1998 e 1999, passou pela Fórmula Chevrolet e levou o caneco em sua última temporada na competição.
Um grande impulso em sua carreira – e seu maior desafio até então – foi deixar o país para competir na Fórmula Renault Italiana e na Fórmula Renault Européias, das quais foi o melhor no ano 2000.
O rápido sucesso o levou direto para a Fórmula 3000 Européia, da qual foi campeão com seis vitórias em oito corridas, performance que o credenciou para testar pela primeira vez um carro de F-1, na equipe Sauber, em 2001.
Após bons testes, Massa estreou na categoria no ano seguinte, pela própria Sauber, substituindo justamente seu atual companheiro de Ferrari, o finlandês Kimi Raikkonen – que na ocasião havia se transferido para a McLaren.
E o brasileiro não demorou a pontuar. Logo em sua segunda prova pela Sauber, no Grande Prêmio da Malásia, ele já havia conquistado um sexto lugar. Naquele ano, ele terminaria em 13º no campeonato, com quatro pontos.
Massa chegou à Ferrari em 2003, como apenas como piloto de testes. Considerado um piloto veloz, mas ainda imaturo, a experiência na equipe italiana parece ter ajudado o brasileiro.
Em 2004 e 2005, Felipe voltou a defender a Sauber. Mais experiente, nestas duas temporadas ele conseguiu melhorar seu desempenho, terminando nas 12ª e 13ª posições no Mundial, respectivamente, com 12 e 11 pontos.
Na temporada seguinte, Massa substituiu o compatriota Rubens Barrichello e formou uma boa dupla com o alemão Michael Schumacher.
Apesar de não ter conseguido ajudar Schumacher a levar o título, que naquele ano ficou com o espanhol Fernando Alonso, da Renault,
Massa realizou uma excelente temporada. Em 18 provas, fez 80 pontos e venceu duas vezes, uma delas em Interlagos, encerrando um longo período sem vitórias de pilotos brasileiros em casa. A última havia ocorrido em 1993, com Ayrton Senna. Na classificação final do campeonato, ficou em terceiro.
Com a aposentadoria de Schumacher em 2007, Massa deixou de ser o número dois oficial da Ferrari. No entanto, em igualdade de condições com Kimi Raikkonen, recém-chegado ao time, foi superado novamente e teve de ajudar o novo companheiro a conquistar o Mundial.
Em 2008, Massa começou com o pé esquerdo. Nos dois primeiros GPs, Austrália e Malásia, o brasileiro abandonou. Ao longo da temporada, recuperou-se, ganhando cinco corridas.
Porém, a grande chance de ser campeão da Fórmula 1 pela primeira vez esbarrou nos erros da Ferrari e nos motores da montadora italiana, que deixaram Massa em diversas ocasiões na mão. EFE.