Declarado vencedor do GP da Bélgica depois de Lewis Hamilton ter sofrido um acréscimo de 25 segundos em seu tempo final por conta de uma ultrapassagem considerada irregular sobre Kimi Raikkonen, o brasileiro Felipe Massa acredita que a sanção imposta ao piloto inglês foi justa. De acordo com o piloto da Ferrari, Lewis foi “muito otimista” em sua manobra.
“O que Hamilton fez é o tipo de coisa que pode acontecer, mas acho que talvez ele tem sido muito otimista em pensar que poderia devolver a posição a Kimi, apenas parcialmente e imeditamente tentar passá-lo novamente”, analisou o vice-líder do Mundial 2008. “Incidente como estes são frequentemente discutidos no briefings dos pilotos e está claro que, quando alguém corta a chicane, deve devolver a posição completamente e não usar qualquer vantagem obtida”, emendou.
Massa contou que ficou sabendo da investigação sobre Hamilton assim que saiu do pódio e a primeira coisa que fez foi ver o vídeo da manobra. “A minha opinião imediata após olhar a cena é que, se Lewis tivesse feito o traçado da chicane corretamente, ele nunca conseguiria ultrapassar Raikkonen na pequena reta que se seguiu. Talvez se tivesse esperado e o ultrapassado na reta seguinte, seria uma outra história”, avaliou.
Conforme já havia comentado no circuito de Spa, Felipe voltou a falar que preferiu fazer uma corrida conservadora, pensando no campeonato. “As duas últimas voltas foram complicadas e eu dirigi devagar porque sabia que tinha grande vantagem sobre os pilotos atrás de mim. Queria ter certeza de que terminaria a corrida”, destacou o paulista, que viveu alguns de seus piores momentos na temporada sob chuva, condição climática que marcou os últimos minutos da prova belga.
Massa, porém, apoiou a postura agressiva de Kimi Raikkonen nas últimas passagens, que resultou na batida do finlandês no muro. “Ele estava em uma situação diferente da minha, afinal estava brigando pela vitória”, comentou o piloto verde-amarelo. “Estou muito feliz por ter vencido e sinto muito por Kimi. Sei como é liderar uma corrida inteira e perdê-la no final”, destacou o brasileiro, que viveu essa situação na etapa da Hungria deste ano, quando seu motor estourou faltando três voltas para o encerramento.