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Brasil

Marinhas do Brasil e França realizam exercício conjunto na costa do Rio

Cerca de 1,7 mil militares participaram de treinamento anfíbio na Ilha da Marambaia, promovendo intercâmbio de táticas entre as forças armadas dos dois países.

Redação Jornal de Brasília

01/05/2026 12h46

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Foto: Marinha do Brasil 

Cerca de 1,7 mil militares da Marinha do Brasil, da Marinha Nacional da França e da 9ª Brigada do Exército Francês participaram de um exercício na Ilha da Marambaia, na Costa Verde do Rio de Janeiro. A mobilização faz parte da Operação Jeanne d’Arc 2026, que visa promover o intercâmbio de boas práticas, técnicas, táticas e procedimentos entre as forças armadas dos dois países.

A ação contou com o apoio de submarinos, veículos anfíbios, aéreos e terrestres, além do porta-helicópteros francês Dixmude, que transportou os equipamentos e os militares envolvidos. A presença da França reflete interesses diretos na região, especialmente na Guiana Francesa, e reforça a posição do Brasil como principal ator naval do Atlântico Sul.

No primeiro dia de atividades, os profissionais se deslocaram a bordo do navio Dixmude do cais do porto no Rio de Janeiro até Itacuruçá, distrito de Mangaratiba, também na Costa Verde fluminense, para preparativos do adestramento anfíbio. Na terça-feira (28), foram realizados exercícios anfíbios combinados na Ilha de Marambaia, com foco na transição do ambiente marítimo para o terrestre. As atividades incluíram exercícios de tiro prático, progressão em campo minado simulado e primeiros socorros.

O comandante do 2º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais da Marinha Brasileira, Luiz Felipe de Almeida Rodrigues, destacou que a missão representa um crescimento para todos os envolvidos. ‘É um intercâmbio de boas práticas, técnicas, táticas e procedimentos. Utilizando, por exemplo, o carro lagarta anfíbio, uma capacidade que o francês não dispõe ainda hoje. Em contrapartida, utilizar os meios deles’, explicou. Ele acrescentou que a operação permite antecipar saberes estratégicos para as forças brasileiras, especialmente com o know-how de navios anfíbios como o Dixmude.

O navio francês Dixmude, com quase 200 metros de comprimento e mais de 9 mil metros quadrados distribuídos em 12 andares, pode transportar até 650 soldados, 16 helicópteros, 110 veículos blindados e 13 tanques. Além disso, conta com hospital, capela, restaurante, academia e estruturas hoteleiras.

O comandante do grupo francês, Jocelyn Delrieu, enfatizou a versatilidade da embarcação. ‘Por um lado, é um navio de assalto anfíbio capaz de projetar forças do mar para a terra usando seus veículos anfíbios, mas também de fazê-lo por helicóptero. É também um navio-hospital, com recursos que ficam à disposição das Forças Armadas’, disse. Delrieu ressaltou que a missão marca um legado de vários séculos da Marinha francesa, presente em todos os oceanos há 400 anos para proteger interesses e trabalhar com parceiros e aliados. A missão marítima francesa durará cinco meses, passando por diversos países.

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