A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou nesta sexta-feira que a oposto/ponta Mari e a oposto Sheilla se apresentarão para os treinos da seleção nacional feminina em Saquarema, na próxima segunda-feira. As duas defenderam o Pesaro, campeão italiano, na última rodada.
Com a chegada das duas, o grupo comandado pelo técnico José Roberto Guimarães passará a contar com 11 atletas. O treinador ainda aguarda a chegada das últimas três jogadoras e que atuam no campeonato espanhol: a levantadora Fofão, a meio-de-rede Walewska, além da ponta Jaqueline, que antes de se integrar à equipe fará uma ressonância magnética no joelho direito, em São Paulo, também nesta segunda. O treinador espera ter o grupo completo, com as 14 convocadas, a partir do dia 19.
Antes de embarcar para o Grand Prix, a seleção brasileira fará uma parada nos Estados Unidos, onde disputará três amistosos contra as norte-americanas. Tanto esta série de partidas, quanto o Grand Prix, estão sendo considerados por Zé Roberto como preparação para as Olimpíadas de Pequim. De acordo com as regras adotadas nos Jogos de Atenas, em 2004, o técnico já traçou quais poderão ser os adversários do Brasil na China.
“Se nos basearmos pelos Jogos de Atenas, onde os cabeças-de-chave foram China, primeira colocada do ranking mundial, e Grécia, país-sede, seremos cabeças-de-chave, em Pequim, por estarmos em primeiro no ranqueamento, e a China, por estar sediando as Olimpíadas”, observou o técnico.
“Pelo que estou prevendo, este ano as duas chaves ficarão muito divididas. Tudo depende de como o campeonato será organizado, mas, de qualquer maneira, teremos fortes adversários. O Brasil poderá enfrentar, na primeira fase, a Itália, segunda do ranking, e Cuba, terceira. Estados Unidos e Rússia, que estão em quarto e quinto lugares, entrariam no outro grupo. Ainda tem Polônia ou Sérvia, além de um time asiático, Coréia do Sul ou Japão, e uma equipe africana”, continuou.
Segundo Zé Roberto, oito seleções têm chances de brigar pela medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. “O Brasil tem equipe com condições de brigar por uma medalha olímpica em Pequim, que é o nosso primeiro objetivo. Mas sete seleções vão incomodar bastante. China, Itália, Rússia, Sérvia, que é um grande time, e ganhou a medalha de bronze no último Campeonato Mundial; Polônia, que também subiu de produção; Estados Unidos, que com a volta da Logan têm o passe mais equilibrado, e Cuba. Se a gente conseguir passar pelos fortes adversários da primeira fase, isso poderá nos ajudar nos cruzamentos seguintes”, acredita.
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