O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não confirmou se as medidas de estímulo à exportação a serem anunciadas amanhã preveem a redução de impostos para o setor, embora o assunto tenha sido discutido durante a elaboração do pacote.
Segundo ele, as medidas geram impacto imediato no setor, porque vão baixar o custo dos exportadores e dar mais competitividade aos produtos nacionais. O ministro admitiu, porém, que as exportações só devem crescer em 2011 e 2012.
“É claro que estamos num momento difícil do comércio mundial, porque na realidade as economias não saíram da crise ainda e estão importando menos. Então, não [há como colocar] mercadoria brasileira em em outros países”.
Mantega destacou que, se comparar o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2009, as exportações cresceram 19%, mas reconheceu que há limites, já que todo mundo quer exportar mais e aí a concorrência aumenta.
“Isso porém não significa que se deva abandonar a luta . Deve-se dar condições cada vez melhores para as exportações brasileiras”.
Mantega participou, na manhã de hoje (4) do seminário Dez Anos da Lei de Responsabilidade Fiscal, promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público e a Fundação Getulio Vargas.