Este ano, começa a substituição gradual das notas de R$ 100 e de R$ 50, que são as mais passíveis de falsificação. Em 2011, serão trocadas as cédulas R$ 20,00 e R$ 10, e em 2011, as notas R$ 5 e R$ 2.
“A nova família do Real será emitida a partir dos mais modernos padrões tecnológicos, o que dará mais segurança às cédulas, evitando as falsificações”, explicou o ministro Guido Mantega.
A substituição das notas foi aprovada hoje durante reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo o titular da Fazenda, a produção das novas cédulas foi possível graças a modernização da Casa da Moeda
“Estamos emitindo cédulas de última geração, que são compatíveis com as moedas em circulação no mundo, com o euro e as novas famílias de dólares”, acrescentou. Segundo ele, a Casa da Moeda poderá, inclusive, prestar serviços a outros países.
Mantega disse também que a emissão das novas cédulas reflete o Real valorizado e a solidez da economia do país. “Como a atividade econômica no Brasil está em expansão ela necessita de novos meios circulantes e, portanto, é necessário também que haja mais agilidade e rapidez na emissão para viabilizar as transações econômicas”, completou.
O ministro destacou ainda que o Brasil precisa se preparar para que o Real seja uma moeda de circulação internacional. “Hoje ela é uma moeda de curso mais limitado, porém já começa haver demanda para que o Real possa ser utilizado fora do país. Por isso, é importante que tenhamos um papel moeda também moderno, à prova de falsificações e que possa representar a solidez do país”.
Reformulação
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, explicou que a reformulação da família do Real tem dois componentes importantes. Primeiro, a evolução tecnológica que ocorre no mundo todo se dá tanto na metodologia de segurança das moedas como nos mecanismos de tentativa de imitação. “Todos os países estão trabalhando no sentido de modernização tecnológica de suas moedas”, observou.
O segundo componente, conforme Meirelles, diz respeito à rapidez com a qual o Real foi introduzido no País e a necessidade de consolidação da moeda. “A implantação do Real, em 1994, ocorreu dentro de um programa de estabilização e de uma forma rápida. Um projeto de consolidação e de emissão de uma moeda com características de longo prazo é um passo natural agora”.
O presidente do BC enfatizou que, como conseqüência da estabilização econômica e inflação estável e na meta, o Real agora é também reserva de valor. “Então, passa a ser absolutamente natural que uma parcela da população comece a pensar em manter o dinheiro, em casa. Por isso, torna-se ainda mais importante os aspectos de segurança e qualificação técnica das novas cédulas”, acrescentou.
Características
Meirelles destacou que não haverá mudanças significativas de aparência das novas cédulas, de modo a caracterizar a continuidade. “É importante que seja transmitida a mensagem que, desta vez, no Brasil, a mudança da família de moedas vem dentro de um critério de continuidade, de estabilização e não da mudança do padrão monetário”. As mudanças, continuou, foram necessárias do ponto de vista tecnológico.
Entre as poucas alterações, a nova família atenderá a uma antiga demanda do Judiciário e do Legislativo. Trata-se de uma diferenciação de tamanho para que os deficientes visuais possam identificar a cédula pelo toque.