O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, iniciou hoje no Rio de Janeiro uma viagem pela América do Sul cujo objetivo é preparar a reunião especial de chanceleres da União de Nações Sul-americanas (Unasul) de quinta-feira, em Quito.
Segundo o canal estatal venezuelano “VTV”, Maduro passará também por Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru e Bolívia.
A ruptura de relações entre Colômbia e Venezuela levou o Equador, presidente temporário da Unasul, a convocar uma reunião extraordinária do Conselho de Chanceleres do organismo regional a pedido do Governo venezuelano.
A viagem de Maduro começa hoje no Rio, onde deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Amanhã, segue para Buenos Aires para se reunir com a presidente argentina, Cristina Fernández, e o secretário-geral de Unasul, Néstor Kirchner.
O canal “VTV” não divulgou a agenda de Maduro nas outras escalas de sua viagem.
A Chancelaria venezuelana divulgou hoje de novo um comunicado, datado do último dia 23, no qual diz que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, conversou com Lula, Cristina e Kirchner sobre a ruptura das relações entre Colômbia e Venezuela.
“Chávez manteve conversas telefônicas com vários líderes da região, a fim de informar e trocar critérios sobre a violenta agressão da qual Venezuela foi alvo por parte do presidente em fim de mandato da República da Colômbia, Álvaro Uribe”, diz a nota.
De acordo com o comunicado, o presidente venezuelano “ampliou detalhes sobre a grosseira campanha de desinformação empreendida por Uribe a partir da Organização dos Estados Americanos (OEA) e analisou o cenário que conduziu à ruptura de relações diplomáticas com o Governo da Colômbia”.
O comunicado oficial acrescenta que “os líderes ratificaram seu compromisso inquebrantável com a paz e a unidade da região” e que “coincidiram em empreender um esforço conjunto para conseguir com que cessem os ataques que põem em perigo o bem-estar e a tranquilidade dos povos do continente”.
Chávez anunciou na quinta-feira passada o rompimento das relações com a Colômbia depois que o país vizinho apresentou na OEA documentos que comprovariam a presença de 1.500 integrantes de guerrilhas colombianas em território venezuelano.