A madrasta de Joanna Cardoso Marcenal Marins de cinco anos que morreu sexta-feira no Rio, após 26 dias internada em coma, com suspeita de ter sofrido maus-tratos, foi hostilizada ontem durante o velório da criança.
Amigos e familiares da mãe, a médica Cristiane Ferraz, que acusa o pai de maus-tratos, gritaram “assassina” para Vanessa Marins quando ela tentava entrar no velório do Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Ela também foi comparada ao casal Nardoni, condenado em março pela morte da menina Isabella Nardoni.
Marins foi a única pessoa da família do pai, o serventuário da Justiça André Marins, a comparecer ao velório, onde ele foi novamente acusado pela família materna da criança.
Segundo a tia-avó Luciene Marcenal, o pai não visitou a menina quando ela nasceu, e, quando ela tinha dois anos, voltou de uma visita ao pai com marcas pelo corpo. A tia-avó diz que a menina chegou a ser levada ao IML (Instituto Médico Legal) na época, mas alega que nada foi concluído devido à influência da família do pai.
A menina foi enterrada por volta das 16h. A mãe estava abalada emocionalmente e não falou com a imprensa. Os familiares e amigos vestiam uma camiseta com o nome e a foto da criança, e portavam cartazes pedindo justiça.
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