O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a despachar hoje em um renovado Palácio do Planalto, que esteve fechado para obras durante um ano e meio.
A reforma da sede da Presidência custou R$ 111 milhões e incluiu, entre outras obras, a mudança de todas as instalações elétricas, a substituição de pisos antigos, uma ampliação dos estacionamentos subterrâneos e a modernização de todo o sistema de ar condicionado.
Foi exatamente a baixa temperatura do sistema de refrigeração que motivou Lula a fazer uma primeira queixa, mesmo que em tom de brincadeira, durante o primeiro ato público que liderou hoje no palácio recém entregue.
“Tudo está mais bonito, mas também está muito mais frio”, declarou um sorridente Lula antes de sancionar o projeto de lei que autoriza as Forças Armadas a realizar tarefas policiais nas fronteiras.
O diretor de Documentação Histórica da Presidência, Claudio Soares Rocha, explicou a jornalistas que toda a mobília também foi restaurada e que antigas peças desenhadas por artistas estrangeiros foram substituídas por outras de criadores brasileiros.
Entre os móveis restaurados estão antigas escrivaninhas usadas ex-presidente Juscelino Kubitschek, fundador de Brasília.
Segundo Rocha, Lula decidiu não utilizar em seu escritório nenhuma dessas escrivaninhas, que passaram a fazer parte da decoração do terceiro andar do edifício, onde fica seu gabinete.
A reforma do Palácio do Planalto deveria ter terminado a tempo dia 21 de abril deste ano, quando Brasília completou 50 anos, mas por diversos motivos as obras ficaram atrasadas e só terminaram na semana passada.
As obras foram supervisionadas pelo escritório de arquitetura de Oscar Niemeyer, que desenhou o palácio.