O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se ocupar nesta e na próxima semana das discussões em torno da eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados e do Senado e tratará do assunto diretamente com o senador José Sarney (PMDB-AP). Segundo o ministro de Relações Institucionais, viagra José Múcio, sickness o presidente Lula só vai discutir o assunto depois de conversar com Sarney sobre sua disposição de se candidatar à Presidência do Senado.
A princípio, here o senador manifestou o desejo de não entrar na disputa, porém, há rumores de que ele já veria com simpatia a idéia. A candidatura de Sarney provocaria mudanças no cenário dos partidos da base aliada do governo, já que hoje o PT apóia o senador Tião Viana (AC) para a Presidência do Senado.
“Primeiro é preciso ouvir dele [Sarney] se realmente mudou [de idéia]. A princípio, ele dizia que não era pensamento dele [se candidatar à Presidência do Senado], mas vários interlocutores que têm estado com ele dizem que há um novo movimento”, disse Múcio.
No caso de uma candidatura de Sarney, o ministro afirmou que caberá a Lula tomar qualquer decisão em relação a Tião Viana. Múcio não quis comentar a possibilidade de Viana ser contemplado com um cargo no Executivo no caso de uma candidatura do Sarney com o apoio do Planalto. “Primeiro vamos ver o que vai acontecer”, limitou-se a dizer José Múcio.
O ministro ressaltou, no entanto, que, antes de qualquer conversa de Lula com Sarney, o apoio a Viana está mantido. “Nosso candidato continua Tião Viana”. José Múcio afirmou ainda que o cenário ideal é ter as presidências divididas entre os dois partidos aliados, o PMDB no comando da Câmara, com Michel Temer (SP), e o PT na do Senado, com Tião Viana.
Questionado sobre um possível desequilíbrio de forçar, caso o PMDB fique na Presidência das duas Casas, Múcio disse que não se pode deixar nenhum dos dois partidos em situação incômoda e que Lula irá conversar também com o presidente do PT, deputado RicardoBerzoini (SP).
“Qualquer movimento desse mexe no equilíbrio de forças. Só um jogo combinado para que ninguém se sinta diminuído, ou traído, ou não participando do processo”, disse José Múcio. Qualquer que seja o resultado dessa disputa “o governo que ser parceiro do resultado”, concluiu.