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Brasil

Lula se compromete a convencer França de acordo entre UE e Mercosul

Arquivo Geral

14/07/2010 16h30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu hoje a convencer a França da importância de chegar a um acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, que enfrenta receios em alguns países europeus.

“Sei do peso que têm os agricultores franceses”, mas “será necessário convencê-los do que um acordo com o Mercosul pode oferecer para todos”, disse Lula em entrevista coletiva na quarta Cúpula Brasil-UE, realizada hoje em Brasília.

Lula destacou sua forte relação pessoal com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e assegurou que apelará a ela para “convencer” os produtores agrícolas franceses que se opõem a retomar as negociações entre a UE e o Mercosul.

A França, junto com Polônia, Irlanda e outros países europeus com um forte setor agrícola, veem a retomada das negociações com o Mercosul com reservas, principalmente em tempos de crise na Europa.

Lula reiterou que pretende ver o acordo com a UE assinado antes de 1º de janeiro, quando vai deixar a Presidência.

Segundo o presidente, tanto no Mercosul como na UE “pode ser que haja setores que não estejam contentes”, mas inclusive os que rejeitam o acordo deverão “entender” que sua busca “não é um jogo de corporação, mas de nação”.

Na mesma entrevista coletiva, o presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, também reafirmou a vontade do bloco europeu de chegar a um acordo com o bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

“É muito importante que as duas partes apreciem as vantagens” de um acordo entre os dois blocos e “da importância” da UE e do Mercosul, apontou o ex-primeiro-ministro de Portugal.

Durão Barroso admitiu que a negociação, parada durante quase seis anos e retomada este mês, “não será fácil” e considerou que será necessário “responder aos setores que se sentirem prejudicados”.

Em sua opinião, a crise na Europa não pode ser um impedimento para as discussões com o Mercosul, pois “a forma mais barata de responder (às turbulências) é sustentar o crescimento econômico” e para isso “é necessário aumentar o comércio”.

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