É com os problemas que se aprende e se amadurece. Acreditando nesta máxima popular, o técnico Aluísio Ferreira não tem dúvidas que a seleção brasileira masculina de basquete reúne o necessário para obter a classificação aos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Neste sábado, às 17h, a equipe enfrenta a Argentina, na semifinal do Torneio Pré-olímpico das Américas. Se vencer garante a classificação e põe fim ao jejum de dois ciclos sem participar de uma Olimpíada. A última vez foi em Atlanta-96.
“O Brasil está pronto (para a semi) e tem time para a Olimpíada. O que passou nesta competição vai amadurecendo a equipe. Temos um time forte e consistente para conquistar a vaga”, assegura o treinador. Em Las Vegas, os brasileiros enfrentaram dois momentos delicados: as derrotas para Porto Rico e Argentina. A equipe também foi superada pelos Estados Unidos, mas este tropeço era previsto.
O resultado que mais incomodou os brasileiros foi contra os porto-riquenhos, quando fizeram uma apresentação reconhecida por eles mesmos como abaixo de qualquer expectativa. Contra a Argentina, o Brasil teve o jogo nas mãos, mas acabou sucumbindo à pressão nos minutos finais. “Não soubemos segurar a vantagem”, resumiu o ala/pivô Tiago Splitter.
Mas mesmo os maus momentos trouxeram coisas boas, afirmam os atletas brasileiros. “Talvez esta derrota (contra Porto Rico) tenha chegado em boa hora. Depois fizemos um excelente jogo contra o México”, recorda o ala/armador Marcelinho. “Contra a Argentina, foram alguns detalhes que nos tiraram a vitória”.
No reencontro contra os adversários sul-americanos, o Brasil promete que a história será diferente. “É um momento na nossa vida, um grande passo que podemos conquistar”, destaca o ala/pivô Nenê, prometendo o máximo em quadra.
Nesta sexta, não há rodada do Pré-olímpico. As equipes farão um treinamento no ginásio e o Brasil tratará de completar a preparação com uma lição de casa: rever o jogo contra a Argentina. “Vamos ver o que erramos. Aquele jogo tudo bem, mas agora não podemos mais errar”, lembra.
A receita para superar os argentinos é dada por Nenê. “Jogar forte, entrar com atitude, ser agressivo, impor o nosso ritmo, fechando as laterais”. O detalhe especial nesta programação é bastante específico. “Fazer uma ótima defesa em cima do Scola”, alerta o ala/pivô. No duelo anterior, o jogador foi o cestinha com 23 pontos e 12 rebotes, desestabilizando totalmente a situação para o Brasil.
Para Lula, todos os elementos para uma boa atuação brasileira no reencontro estão dados. “Agora a motivação intrínseca é muito grande. Esta é uma competição difícil, dura, mas a própria participação na semi será a gasolina do time”, aposta. Mas é Marcelinho quem resume o espírito que norteará a equipe. “É o jogo da vida de todo mundo”.