“Para nós, a solução do problema em Honduras é muito fácil: os que participaram do golpe de Estado deixam o poder e permitem que o presidente legítimo e eleito democraticamente continue” governando, afirmou.
“Só há uma coisa equivocada em Honduras: tem alguém na Presidência que não deveria estar lá”, acrescentou Lula, que era acompanhado pelo presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, e por Fredrik Reinfeldt, primeiro-ministro da Suécia, país à frente da Presidência rotativa do bloco.
Na declaração conjunta da cúpula, que acontece em Estocolmo, Brasil e UE condenam a “violação da ordem constitucional” no país centro-americano e pedem a inviolabilidade da embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde está hospedado o presidente deposto Manuel Zelaya.
O documento também faz um apelo para que a integridade física de Zelaya, de sua família e de membros do antigo Governo seja respeitada, e que todas as partes envolvidas na crise, “em particular o Governo de fato” de Roberto Micheletti, trabalhem por uma solução rápida.
Sobre o status de Zelaya, Lula destacou que ele é “hóspede” do Brasil, e não um refugiado. O presidente lembrou ainda que, “historicamente, as embaixadas, em todas as partes do mundo, protegeram a vida de muitas pessoas”.
Como exemplo, citou o caso da diplomacia sueca, que, após o golpe de 1973 no Chile, “acolheu vários refugiados, gente que estava sendo perseguida pelo Governo de (Augusto) Pinochet”.
Na ocasião, o embaixador da Suécia em Santiago, Harald Edelstam, conseguiu tirar milhares de pessoas do país, já que, ao contrário da maioria dos diplomatas europeus, tomou uma postura ativa frente ao golpe de Estado.