“Fizemos uma boa preparação, chegamos confiantes, mas tivemos uma estréia muito fraca, foi nosso pior jogo. O time não agrediu o adversário, tivemos um baixo rendimento. Isso tirou um pouco da nossa tranqüilidade, ainda mais em uma chave dura como a nossa, pois uma vitória pesa bastante, deixa o time mais confiante, ainda mais em uma estréia”, afirmou Lula Ferreira.
O treinador elogiou a defesa e disse que o maior problema do Brasil foi no ataque. “Nossa defesa estava forte, fizemos nossos adversários perderem muitas bolas, mas não conseguimos aproveitar isso ofensivamente, pois uma arma nossa, que é o contra-ataque, não funcionou.” As estatísticas do campeonato comprovam isso. Na primeira fase, o Brasil foi o terceiro maior “ladrão” de bolas, com uma média de dez roubadas por jogo, perdendo apenas para Grécia e Estados Unidos.
Ele também lembrou de um dos maiores problemas do time, o aproveitamento dos lances livres. O Brasil foi o quarto pior, acima apenas Nigéria, Catar e Panamá. “O baixo índice de acertos de lances livres também nos prejudicou, mesmo estando na média no campeonato, o que não é consolo. Nosso nível no lances de três pontos também foi muito oscilante.”
“Outro problema foi o rebote, que é uma dificuldade mundial, e o tipo de jogo dos nossos adversários, também a altura de seus jogadores, prejudicou ainda mais nosso aproveitamento nesse fundamento. No geral, a defesa conseguiu fazer o seu papel, o problema foi no ataque. Tivemos um grande número de chances, de arremessos, mas o aproveitamento foi muito baixo.”
Ele concluiu dizendo o óbvio: para vencer, o time vencer precisa ter um equilíbrio em todos os fundamentos. “Para vencermos em competições desse nível, como o Mundial, todos os fatores devem estar bem, para poder haver um equilíbrio ofensivo, compor o ataque com qualidade.”