Comer bem é o segredo para combater os efeitos colaterais dos tratamentos contra o câncer, tais como náusea, diarreia e boca seca. Para os médicos, é preciso desmistificar a ideia de que a refeição adequada, nesses casos, é a sopinha de hospital. Para isso, foi lançado ontem o livro “Comida que Cuida Câncer”, editado pelo laboratório Sanofi-Aventis e distribuído gratuitamente via internet.
Gengibre, menta, salmão e até gomas de mascar são alguns ingredientes apresentados na obra, que reúne dicas dietéticas fundamentais para pacientes oncológicos. “Existem muitas superstições sobre a alimentação de pacientes oncológicos”, afirma Ricardo Caponero, oncologista da Clínica de Oncologia Médica e do hospital Israelita Albert Einstein, que foi consultor da publicação.
Coordenadora médica do setor de Oncologia Clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Maria Del Pilar Estevez diz é preciso deixar as restrições de lado. “A cultura geral fala em muitas proibições, mas não existem alimentos proibidos. Na verdade, existem apenas alimentos que podem não ser bem tolerados durante os tratamentos”, afirma Maria. “O ideal não é a sopa, sem sal e sem gosto. O paciente precisa de sabor”, completa.
Diminuição do peso
Evitar a diminuição do peso do paciente durante o tratamento é um dos desafios dietéticos para os médicos. “O principal obstáculo para a terapia nutricional é a aceitação alimentar do paciente oncológico”, explica a coordenadora do setor de Nutrição e Dietética do Icesp, Thais Cárdenas.
Cerca de um terço dos pacientes oncológicos apresenta efeitos colaterais relacionados aos tratamentos de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. “O paladar e o olfato costumam ser afetados”, observa Caponero. “Não podemos obrigar um paciente a comer. Mas nós temos de ajudá-lo com a readaptação do cardápio”, completa o oncologista. As informações são do Jornal da Tarde.
AE