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Líder da temporada, Hamilton reconhece momento conturbado nos bastidores

Arquivo Geral

11/09/2007 0h00

Líder da temporada da Fórmula 1 com 92 pontos, o estreante Lewis Hamilton reconheceu neste fim de semana que os escândalos recentes da categoria podem causar algum estrago em sua carreira.


 


Nesta quinta-feira, a Federação Internacional de Automobilismo reúne o Conselho Mundial de Automobilismo em Paris, onde deverá dar um veredicto definitivo sobre o caso de espionagem envolvendo McLaren e Ferrari. E se a equipe inglesa for considerada culpada, Hamilton e seu companheiro Fernando Alonso podem até mesmo ficar afastados da categoria em 2008.


 


“Se você sentar e pensar sobre isso, poderíamos perder tudo aquilo pelo qual a equipe e eu trabalhamos”, afirmou Hamilton neste domingo, após o GP da Itália, à rede de TV britânica ITV. “E quando você reflete um pouco, você conclui: ‘eu poderia ficar sem emprego já na próxima semana. O que aconteceria?’. Tudo vai bem, mas nós podemos perder tudo de forma vital”, completa.


 


A McLaren foi absolvida pela FIA em uma audiência inicial em julho, mas ainda não conseguiu escapar dos boatos mais recentes. No domingo, os dirigentes do time divulgaram um comunicado sugerindo que as autoridades italianas teriam tentado desestabilizar a equipe ao notificá-la da investigação pouco após os treinos classificatórios de sábado. Mesmo assim, os pilotos da escuderia prateada conquistaram os dois primeiros lugares na prova.


 


Para Hamilton, a McLaren não tem motivos para se preocupar, mas a categoria precisa urgentemente superar a crise. “Nunca pensei que diria que odeio algo sobre a Fórmula 1, mas a politicagem e as pessoas ambiciosas demais são realmente incríveis”, explicou, elogiando a conduta do chefe de sua equipe, Ron Dennis.


 


“Eu diria que Ron tem sido muito leal a mim, dando todas as oportunidades possíveis e portando-se como um grande homem. Nunca tive motivos para não acreditar nele”, disse o piloto. “Ele está atravessando um momento no qual muitas pessoas tentando rebaixá-lo, e a melhor coisa que posso fazer agora é dar meu apoio a ele”, completou.

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