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Brasil

Líder cubano de culto africano é assassinado a tiros no Rio de Janeiro

Arquivo Geral

02/02/2011 12h14

O babalawó cubano e jornalista Rafael Zamora Diaz, um dos líderes do culto de origem africana Ifá no Brasil, foi assassinado a tiros na noite de terça-feira quando chegava na sua residência na zona sul do Rio de Janeiro, informou nesta quarta-feira a Polícia.

O líder religioso, que era presidente da Sociedade de Ifá e Cultura Afro-Cubana no Brasil, foi baleado dentro do seu automóvel quando estava prestes a entrar na garagem de sua casa, no bairro Cosme Velho.

Zamora Diaz, de 51 anos e que vivia há 20 anos na cidade, morreu na hora após receber cinco disparos em diferentes partes do corpo.

Segundo familiares do líder religioso consultados pela Agência Efe, o babalawó já tinha denunciado perante as autoridades brasileiras que estava sendo ameaçado há mais de um ano por um homem com cuja esposa manteve um relacionamento.

As mesmas fontes disseram que as denúncias pelas ameaças supostamente feitas pelo assessor de um político do Rio de Janeiro também tinham sido apresentadas perante a Assembleia Legislativa regional, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Ministério Público.

A Polícia disse que a morte pode ter sido crime passional.

Diaz, que se formou como babalawó em Cuba, chegou ao Brasil em 1991 para trabalhar precisamente no renascimento do culto Ifá no país.

O Ifá é uma religião da cultura africana muito divulgada em Cuba e que chegou a ser praticada por escravos africanos e seus descendentes no Brasil, mas que tinha perdido força no país. Também tem seguidores em países como Nigéria, Venezuela, México, Cuba, Panamá, Estados Unidos, Porto Rico, Belize, Peru e Colômbia.

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