Um laser verde, que não provoca cortes, promete acabar com o medo de operar a próstata. Mais rápido que o método tradicional, o Green Laser é uma forma de curar o adenoma, ou hipertrofia benigna da próstata (HBP), uma doença comum entre os homens: atinge pelo menos metade deles a partir dos 40 anos de idade e a incidência chega a 90% em pacientes com 80 anos, segundo os especialistas.
A doença é caracterizada pelo aumento da glândula masculina e, se não for tratada, pode pressionar a bexiga, prejudicando as funções renais. Por meio do laser verde, a cirurgia corretiva dura 30 minutos, metade do tempo necessário no procedimento tradicional, e o paciente, que antes levava até três dias para se recuperar, agora não fica mais que 24 horas no hospital. “O procedimento deverá se tornar rotina. É um degrau a mais para o tratamento”, diz o urologista do Hospital 9 de Julho, Paulo Rodrigues.
A técnica já é empregada em pelo menos dois hospitais da cidade. “O laser age sobre a oxihemoglobina, uma substância presente na próstata. O laser evapora a substância, diminuindo o tamanho da próstata. Assim, temos maior controle sobre sangramentos”, diz o médico Joaquim de Almeida Claro, coordenador do Hospital do Homem, ligado à Secretaria de Estado da Saúde. O procedimento também é aplicado no Hospital A. C. Camargo, referência em tratamentos contra o câncer.
Apesar de não curar o câncer de próstata, o laser verde pode ser usado para aliviar seus sintomas. Para o oncologista do Hospital Albert Einstein, Rafael Kaliks, nesses casos é importante avaliar a necessidade de uma cirurgia. “Como o tumor se desenvolve muito devagar, às vezes nem é necessário operar e basta aliviar os sintomas”, explica. As informações são do Jornal da Tarde.
AE