Menu
Brasil

Justiça torna réus 26 acusados de extorsão com falsos anúncios

Grupo é acusado de usar ofertas falsas de veículos e imóveis para atrair vítimas e praticar extorsão, roubos, estelionato e lavagem de dinheiro.

Redação Jornal de Brasília

13/08/2026 7h53

xmprj.jpg.pagespeed.ic .hh8n8s6yza

Ministério Público do Rio de Janeiro. Foto: Divulgação/MP-RJ

A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra 26 pessoas acusadas de integrar uma rede criminosa hierarquizada e articulada por integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP). A decisão foi tomada pelo juízo da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital.

Segundo a denúncia, o grupo atuava com delitos patrimoniais, especialmente extorsão e roubos mediante restrição da liberdade das vítimas, além de estelionatos. A estratégia incluía a criação de falsos anúncios de venda de veículos no marketplace do Facebook e no site OLX, com o objetivo de levar as vítimas até Belford Roxo, na Baixada Fluminense, sob a falsa promessa de compra de um automóvel.

Ao chegarem ao endereço indicado, as vítimas eram surpreendidas por integrantes armados do grupo, que as mantinham sob domínio, subtraíam seus pertences — inclusive cartões de crédito usados em maquininhas fornecidas por possíveis integrantes pré-determinados — e as obrigavam a fazer transferências bancárias.

A investigação também apontou atuação em falsos anúncios de locação e comercialização de imóveis. Nesses casos, as vítimas eram atraídas pela oferta, faziam transferências bancárias para a locação ou aquisição do imóvel e depois não conseguiam mais retorno dos responsáveis.

De acordo com o Ministério Público, os denunciados integravam o núcleo financeiro do esquema, encarregado da lavagem de capitais por meio de fracionamento dos valores obtidos, sucessivas transferências e pulverização dos recursos, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro. Os crimes ocorreram entre 2022 e 2024, em municípios da Baixada Fluminense, especialmente Belford Roxo, e também em Cubatão, em São Paulo.

Na mesma decisão, o juiz Alexandre Abrahão decretou a prisão preventiva de Íris Maurício da Silva Almeida e Vilmara de Morais, ao considerar comprovado que os dois exerciam posição de destaque na suposta organização criminosa. Para os demais réus, foram impostas medidas cautelares, como comparecimento periódico em cartório ou ao juízo e proibição de contato com testemunhas, corréus e familiares deles.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado