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Brasil

Justiça manda soltar vereador de São Paulo Senival Moura, investigado sob suspeita de elo com PCC

Defesa do vereador confirmou que a liberdade foi concedida após o prazo de prisão temporária ter sido extrapolado

Redação Jornal de Brasília

06/08/2026 18h48

senival moura

Foto: Reprodução/ Câmara Municipal de São Paulo

FOLHAPRESS

O vereador de São Paulo Senival Moura teve um pedido de habeas corpus aceito e foi solto na terça-feira (4) por determinação da Justiça.

Senival havia sido preso em 25 de junho em uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil. Ele havia pedido afastamento do PT (Partido dos Trabalhadores) pouco depois da prisão.

A defesa do vereador confirmou que a liberdade foi concedida após o prazo de prisão temporária ter sido extrapolado. O processo está em segredo de Justiça.

Mensagens obtidas pela Polícia Civil a partir da apreensão de celulares mostram o suposto papel de Senival na distribuição informal de recursos da Transunião —empresa suspeita de operar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Segundo as investigações, o parlamentar era “o verdadeiro detentor do poder de condução da estrutura paralela de gestão financeira” da concessionária de transporte e funcionava como uma espécie de “instância superior de deliberação acerca da movimentação informal de recursos”.

Em nota, a defesa de Senival disse que a decisão restabelece a legalidade ao reconhecer a inexistência de fundamentos atuais, concretos e individualizados capazes de justificar a manutenção de medida cautelar tão excepcional.

“O inquérito policial tramita desde 2022 e, ao longo de todo esse período, Senival permaneceu plenamente acessível às autoridades, com residência e endereço funcional conhecidos, mandato parlamentar exercido publicamente e sem qualquer registro de fuga, descumprimento de ordem judicial, ameaça a testemunhas, destruição de provas ou interferência nas investigações.”

Conforme a nota encaminhada pelo advogado Marcio Sayeg, Senival “continuará à disposição das autoridades, colaborando com o regular esclarecimento dos fatos e exercendo, com responsabilidade e transparência, seu legítimo direito de defesa”.

A investigação que culminou na prisão do parlamentar começou em 2020, na esteira da morte do então presidente da Transunião. Segundo a polícia, Adauto Soares Jorge foi assassinado após a descoberta de desvios financeiros na empresa.

Ainda conforme os investigadores, Senival só não foi morto porque teria se comprometido a devolver os valores desviados. Desde então, as autoridades passaram a monitorar o parlamentar.

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