O Tribunal de Modena, que antes do início dos treinos de classificação para o Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1 entregou a quatro integrantes de McLaren notificações de que estavam sendo investigados, justificou hoje sua decisão, afirmando que o fez neste momento como uma cortesia.
“Não o fizemos para incomodar os investigados. Desta forma, evitamos recorrer às instâncias internacionais, e lhes demos a possibilidade de buscar rapidamente um advogado”, disse o promotor Giusepe Tibis.
A Promotoria de Modena, que há meses investiga uma suspeita de sabotagem nos dois carros da escuderia Ferrari, durante a disputa do Grande Prêmio de Monte Carlo, entregou neste sábado, por meio da Polícia de Roma, quatro notificações oficiais a membros de McLaren que estão sendo investigados.
Entre os quatro notificados estavam o próprio chefe da McLaren, Ron Dennis, assim como o administrador delegado Martin Whitmarsh; o diretor dos engenheiros Paddy Lowe e o diretor-geral da equipe, Jonathan Neal.
A entrega das notificações, ocorrida apenas alguns minutos antes do início dos treinos classificatórios para o Grande Prêmio da Itália, foi vista pela McLaren como uma ação para desestabilizar a equipe na disputa do Grande Prêmio. “Esperamos oito horas para entregar as notificações, e só o fizemos no fim dos treinos de sábado”, disse Tibis.
As palavras do promotor, no entanto, contrastam com o ocorrido no sábado, pois a informação da notificação dos integrantes da McLaren foi divulgada pelas redes de televisão italianas durante os treinos.