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Brasil

Júri do caso Henry entra no 8º dia e supera recorde no Rio

Nesta etapa, presta depoimento o perito Leonardo Huber Tauil, que assinou o laudo cadavérico de Henry Borel.

Redação Jornal de Brasília

01/06/2026 14h18

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O julgamento do caso Henry, no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, entrou no oitavo dia seguido nesta segunda-feira (1º) e passou a ser o mais longo do Tribunal do Júri no estado, superando o processo da deputada federal cassada Flordelis.

Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros da Costa e Silva são réus no processo que apura a morte de Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021. À época, Jairinho era vereador e padrasto da criança. Segundo a acusação do Ministério Público, Henry morreu após agressões atribuídas a Jairinho, e Monique teria se omitido.

Nesta segunda-feira, o depoimento era do perito Leonardo Huber Tauil, indicado pela defesa de Jairo e responsável por assinar o laudo cadavérico do menino no Instituto Médico Legal (IML). Ele é o 21º a ser ouvido pelos jurados e reafirmou que a morte foi causada por “hemorragia interna resultada de lesão hepática por ação contundente”. Tauil também disse que participou de seis complementações do laudo e que foi ao apartamento onde o menino teria sido agredido, sem encontrar um móvel que pudesse ter provocado a lesão fatal.

Durante a sessão, foram exibidas imagens do corpo de Henry, e Monique Medeiros deixou o plenário. Segundo o relato da audiência, ela também havia deixado o ambiente na última sexta-feira (29), quando outro perito, Luiz Carlos Leal Prestes, prestava depoimento.

Desde a última segunda-feira (25), o júri tem ouvido testemunhas indicadas pelo juízo, pela acusação e pelas defesas. Entre os depoimentos, o pai de Henry, Leniel Borel, atuou como assistente da acusação e disse entender que Monique também é responsável pela morte do menino. Ex-namoradas de Jairinho e a filha de uma delas afirmaram ao júri que o ex-vereador agrediu os respectivos filhos quando eram crianças. A babá Thayná de Oliveira Ferreira afirmou que avisou a mãe da criança sobre suspeitas de agressões por parte de Jairinho e disse que, após a morte, foi orientada por Monique a apagar trocas de mensagens entre as duas.

Das 27 testemunhas arroladas inicialmente, quatro foram liberadas. Além de Tauil, ainda deve ser ouvido o médico Jeferson Evangelista Correa, assistente técnico da defesa.

A expectativa dos advogados é de que a fase de testemunhas termine nesta segunda-feira e de que a terça-feira (2) seja reservada aos depoimentos dos dois acusados. A defesa de Jairinho conseguiu uma decisão liminar para que ele seja ouvido depois de Monique. Os advogados do ex-vereador afirmam que essa ordem é necessária para garantir a plenitude de defesa. A defesa de Monique diz que ela está preparada para depor a qualquer momento.

Os advogados devem apresentar as defesas na quarta-feira (3), e a sentença é esperada para a passagem de quarta-feira para quinta-feira (4), dia de Corpus Christi, feriado no Rio de Janeiro.

Desde o início do júri, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados — cinco homens e duas mulheres — acompanha ininterruptamente as sessões. Durante os intervalos, os jurados permanecem no tribunal, sem poder conversar entre si nem com terceiros sobre o caso, além de ficarem afastados de redes sociais e noticiário. Durante o pernoite, eles ficam sob vigilância em alojamento do Tribunal de Justiça do Rio. O júri é presidido pela magistrada Elizabeth Machado Louro.

Com informações da Agência Brasil

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