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Brasil

Juiz enquadra funkeiro MC Ryan na Lei Antifacção

Com a aplicação do dispositivo, MC Ryan, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira, dono da página “Choquei”, e o influenciador Chrys Dias, principais alvos da operação, ficam submetidos à prisão provisória por 90 dias.

Redação Jornal de Brasília

06/05/2026 21h38

Foto: Reprodução/Instagram @imcryansp

Foto: Reprodução/Instagram @imcryansp

São Paulo, 6 – O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5 ª Vara Criminal Federal de Santos, enquadrou o MC Ryan SP e todos os investigados na Operação Narco Fluxo na Lei Antifacção, a pedido da Polícia Federal. Em sua decisão, de 13 páginas, o magistrado afirma que os alvos da investigação são descritos pelos federais como envolvidos com “organizações criminosas ultraviolentas”, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), as duas maiores facções do País, que construíram um império criminoso ao longo dos últimos 20 anos.

Com a aplicação do dispositivo, MC Ryan, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira, dono da página “Choquei”, e o influenciador Chrys Dias, principais alvos da operação, ficam submetidos à prisão provisória por 90 dias. Eles estão custodiados desde 15 de abril, quando a Narco Fluxo foi às ruas e prendeu 33 suspeitos de lavar R$ 1,6 bilhão do crime organizado por meio de rifas e bets ilegais. Procurada pela reportagem, a defesa de MC Ryan não comentou o enquadramento. Os demais citados não se pronunciaram.

A Lei Antifacção (Lei 15.358/26), em vigor desde março, prevê um combate mais rigoroso contra o crime organizado. São enquadrados na nova lei grupos formados por três ou mais investigados que empregam violência extremada em suas ações para manter o domínio de regiões ou hostilizar e ameaçar policiais, promotores e juízes. Faccionados que exercem a liderança da organização podem pegar até 40 anos de prisão em regime de segurança máxima, e seus bens são arrestados em definitivo – o chamado ‘asfixiamento financeiro’.

Na percepção do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, há incontestáveis “sinais de envolvimento de investigados na Operação Narco Fluxo com organizações criminosas de maior envergadura, que vêm dominando o território nacional, e que também atuam em âmbito internacional”. Nos autos, a Procuradoria da República se manifestou favorável ao enquadramento de MC Ryan e seus pares na Lei Antifacção. “Ao que parece, está sendo descortinada organização criminosa que atua e dá amparo a organizações criminosas ultraviolentas, que desafiam a segurança e a ordem nacional.”

Estadão Conteúdo

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