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Brasil

Juiz critica intimação de Eliza Samúdio

Arquivo Geral

15/08/2010 11h58

 

O juiz da 1ª Vara Criminal do Rio, Marco José Mattos Couto, decidiu nesta semana que não é “razoável” mandar intimar Eliza Samudio para depor como testemunha do goleiro Bruno Fernandes no processo em que o jogador foi denunciado por sequestro e agressão à ex-amante.

 

 

Os advogados de Bruno tinham apontado Eliza, desaparecida desde junho, no topo da lista de testemunhas de defesa. Também foram indicados a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, o diretor de futebol do clube, Zico, o ex-técnico da equipe, Andrade, e os jogadores Adriano e Vagner Love.

 

 

Tentar intimar Eliza, segundo o juiz, é apenas uma medida para atrasar o processo, pois ela está desaparecida. Bruno foi denunciado sob a acusação de tê-la assassinado em Minas Gerais, onde o jogador está preso desde o dia 7 de julho.

 

 

“A intimação representaria violenta afronta ao princípio de razoabilidade”, disse o juiz. “Faculta-se à defesa trazê-la à audiência, caso realmente pretenda ouvi-la”, acrescentou.

 

 

Para o juiz, também não cabe intimar Adriano e Love, pois eles estão fora do País, respectivamente, na Itália e Rússia. Com isso, o juiz manteve como testemunhas de defesa de Bruno apenas Zico, Amorim, Andrade, o treinador de goleiros Paulo Victor e o zagueiro Tito, do Vasco.

 

 

Ainda em seu despacho, o juiz negou o pedido de liberdade para Bruno e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, outro acusado de agredir Eliza. Macarrão terá como testemunhas o pai de Eliza, Luis Carlos Samudio, e os jogadores Léo Moura e Rodrigo Alvim, ambos do Flamengo. A primeira audiência para ouvir testemunhas da acusação, ou seja, da Promotoria de Justiça, está marcada para o próximo dia 26.

 

 

Leia mais na edição deste domingo (15) do Jornal de Brasília.

 

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