Cinqüenta garotos entre 15 e 17 anos foram selecionados nesta temporada para participar do adidas Camp promovido esta semana pela empresa de material esportivo em parceria com a NBA, em São Paulo. Os meninos representam as promessas de vários países da América Latina e durante quatro dias participarão de treinamento no Clube A Hebraica. O evento começou hoje com a presença dos jogadores Leandrinho Barbosa (Phoenix Suns) e Eduardo Najera (Denver Nuggets).
Até sexta-feira (21/7), o grupo treina em dois períodos. De manhã, trabalham fundamentos separados em grupos para aprimorar defesa, ataque e transição. À tarde, disputam partidas entre si. Os que obtiverem melhor rendimento participam do All Star Game (sábado, às 16h, aberto ao público e com a presença de Najera).
Na partida, os aspirantes a super-star poderão sentir um gostinho de NBA. Isso porque o evento segue o mesmo cerimonial e tem a mesma produção dos jogos da liga norte-americana. Além da partida haverá concurso de enterradas e de arremessos de três pontos.
Um bom rendimento no treinamento paulista pode levar alguns garotos à edição internacional do camp, que já teve etapas regionais na China e Estados Unidos e seguirá com mais uma fase para os continentes europeu e africano. No ano passado, o paulista Bruno Ferreira e o argentino Ezequiel Manzanares foram os selecionados para o treino internacional.
Este ano, Manzanares está na capital paulista participando novamente do treinamento. Outro que também repete a participação é Adonis Sousa. “É muito bacana e bastante importante participar. Poder conversar com as pessoas, aprender”, diz o atleta.
Aos 15 anos, ele não atua mais no Brasil porque foi contratado pelo grego Olimpiakos. O ala de 1,85m encara com seriedade seu compromisso na modalidade e, apesar de ter vindo ao país de férias, não se afasta das quadras. “Continuo treinando todos os dias”, garante.
Vice-campeão grego da categoria sub-15 e cestinha do torneio, ele encara desafio mais complicado na próxima temporada. “No ano que vem, vou jogar na sub-18. Vai ser difícil, mas sempre treinei bastante”.
Talento reconhecido internacionalmente, Adonis foi convidado para defender a seleção grega de base e já decidiu que este será seu caminho. A estréia com a camisa grega ainda não aconteceu porque, apesar de ter dupla cidadania, seu passaporte europeu ainda não está pronto. “É difícil falar sobre isso. Estou bastante motivado, mas foi uma decisão minha”, diz, reconhecendo que a escolha foi difícil.