Pega em um exame antidoping realizado no mês de junho, durante as finais do Campeonato Italiano, a ponteira Jaqueline Carvalho irá apresentar uma nova versão sobre o caso, em audiência programada para esta quinta-feira. Por uso de sibutramina, a atleta foi suspensa preventivamente por 60 dias e ficou fora dos Jogos Pan-americanos e do Grand Prix.
De acordo com informações dos jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo, a atleta irá alegar que ingeriu cápsulas contaminadas de CLA (ácido linoléico conjugado), um suplemento alimentar. O laboratório responsável seria a IntegralMédica, fechado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
O CLA atualmente está suspenso pelo Ministério da Saúde por não provar benefícios e nem ausência de riscos para o consumidor. Inicialmente, a atleta alegava que a origem do doping estava em um chá verde contra a celulite comprado na Itália. A atleta, porém, explicou o motivo de sua mudança. “Foi tudo de repente. Duas horas depois de saber do resultado, tive que falar com a imprensa”, comentou Jaqueline, que diz continuar vaidosa, apesar de ter aprendido a lição.
Responsável pelo caso da jogadora, o Comitê Olímpico Italiano (Coni) deve se pronunciar nos próximos dias a respeito de outra possível penalização para Jaqueline. Até lá, entretanto, ela está liberada para jogar (a suspensão preventiva venceu dia 12), estando nos planos da seleção feminina para o Sul-americano, no fim do mês.