Em uma primeira olhada na relação dos primeiros jogos do Brasil no Grand Prix, o duelo contra o Japão, programado para as 6h (horário de Brasília) desta sexta-feira, parece ser um dos mais fáceis. Porém, bastou apenas um jogo para que esta percepção acabasse: ao baterem Cuba por 3 sets a 0 na sua estréia, as japonesas, que jogam em casa, acenderam um alerta no time de José Roberto Guimarães.
“Elas estão com um time certinho, defendendo bastante. Foi uma surpresa vencerem Cuba por 3 sets a 0. Temos de ter cuidado”, comenta a oposto Sheilla, que dá a receita para que uma nova zebra não aconteça. “Precisamos ter paciência porque a bola não vai cair tão facilmente do lado de lá. Não adianta ficarmos ansiosas quando não virarmos a bola porque este é o estilo de jogo das japonesas. Temos que sacar bem para dificultar a armação do ataque delas, que é muito rápido”, explica.
Nesta temporada, Brasil e Japão se enfrentaram duas vezes, ambas com vitória verde-amarela por 3 sets a 0: na Montreux Volley Masters e no Torneio de Courmayeur. Por isso, o técnico José Roberto Guimarães mantém a tranqüilidade. “equipe japonesa melhorou muito, está jogando direitinho. É um time mais regular, que erra menos e saca melhor. As jogadoras também emagreceram. Mas Cuba esteve abaixo do que pode apresentar”, analisa.
Maior pontuadora da estréia do Brasil, contra a Coréia, Fabiana concorda. “A equipe japonesa está crescendo bastante, mas não é um bicho de sete cabeças. Temos de manter a regularidade no saque, um fundamento importante para nosso jogo”, ensina a atleta.