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“Jairinho me afogava na piscina”, diz filha de ex do vereador

Criança detalhou agressões cometidas pelo médico acusado de envolvimento na morte de Henry Borel

Desde a semana passada, os filhos de duas ex-namoradas do médico e vereador Dr. Jairinho, preso suspeito de envolvimento na morte de Henry Borel, 4 anos, vêm relatando que também sofreram agressões cometidas pelo homem. As histórias foram detalhadas em depoimentos colhidos pela Polícia Civil.

Os depoimentos foram obtidos e divulgados pelo programa Fantástico, da TV Globo. Em um deles, a filha de uma ex-namorada diz que Jairinho tentava ficar sozinho com ela para torturá-la, seja levando à lanchonete, seja na casa de praia dele, por exemplo.

Um ou dois anos depois de o relacionamento terminar, a avó da criança estava vendo um programa de TV que exibiu uma reportagem sobre violência contra crianças. A menina, então, chorou, e disse: “Ele, Jairinho, me afogava na piscina”.

“Aí deixava ela um pouco embaixo, respirava, voltava… tornava a fazer sinalizando que ele tinha prazer”, explicou o delegado que cuida do caso. A menina tinha entre 4 e 5 anos à época. Hoje, tem 13 anos.

Jairinho está preso desde o último dia 8. O presídio de Bangu, que tem capacidade para abrigar 140 detentos em suas cinco galerias, está hoje com metade dessa lotação. Todos os seus ocupantes têm diploma de curso superior, e muitos chegaram à unidade por conta de condenações referentes à operação Lava Jato. Um deles é o ex-governador Sérgio Cabral.

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Mãe de Henry, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva recebeu alta do Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, no Complexo de Gericinó, no fim de semana. Com Covid-19, ela vinha se queixando de dores de cabeça e tontura e, segundo médicos, apresenta um quadro de ansiedade.






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